A ideia de se conversar com um robô costumava ser apenas um tema de filmes, livros, desenhos e outras esferas dentro da ficção científica. Os esforços em inteligência artificial começaram na década de 50 e 60 com o Teste de Turing, desenvolvido por Alan Turing para testar a capacidade de um computador de mostrar um comportamento equivalente ou imperceptível a um comportamento humano, e com a invenção do primeiro chatbot, chamado Eliza e programado por Joseph Weizenbaum.

Depois de décadas, em 2016, o desenvolvimento da tecnologia permitiu que essa interação entre máquina e homem começasse a evoluir para uma conversa mais natural ao olhar humano. Os chatbots, definidos como programas de computador capazes de conversar com as pessoas por áudio ou texto, estão na mira de empresas e marcas e começaram a tornar-se um tópico tendência neste ano. Para se ter uma ideia, o número de chatbots desenvolvidos dentro do Messenger, aplicativo de mensagens do Facebook, já atingiu mais de 33 mil no mundo. Outros aplicativos de mensagem, como o Telegram, também permitem esse recurso, e muito provavelmente o WhatsApp terá a funcionalidade em breve.

Um dos principais usos dos chatbots atualmente é o atendimento ao consumidor. Assim, por meio de mensagens, é possível obter um suporte técnico de um serviço da operadora de telefonia, por exemplo, ou resolver um problema com o pagamento da conta de internet, além de adquirir produtos e serviços.

Os chatbots tornaram-se um novo canal de atendimento das empresas e podem trazer diversos benefícios nesse sentindo, além de mostrarem um grande potencial para marketing e vendas. Isso porque eles aumentam o engajamento dos usuários por serem interativos e se beneficiam da já popular comunicação por mensagens de texto. Além disso, são desenvolvidos diretamente para o ambiente móvel e não exigem que os usuários baixem um aplicativo diferente e tenham que aprender a usá-lo, uma vez que aproveitam o sistema de aplicativos populares como o Messenger. Isso também leva a um custo mínimo, pois o trabalho mais árduo de criar a plataforma de bot já foi realizado.

Os chatbots também funcionam muito como assistentes virtuais. Além das assistentes já conhecidas, como Siri da Apple, Assistente do Google e Cortana da Microsoft, que ajudam os usuários com uma variedade de informações e necessidades, existem aplicações de marcas específicas. Estas ajudam os consumidores a fazer um pedido de comida para entrega, escolher flores para enviar a alguém, agendar compromissos na agenda e lembretes, obter a previsão do tempo, praticar um novo idioma, entre outros diversos usos.

Um dos principais usos dos chatbots atualmente é o atendimento ao consumidor. Assim, por meio de mensagens, é possível obter um suporte técnico de um serviço da operadora de telefonia, por exemplo, ou resolver um problema com o pagamento da conta de internet, além de adquirir produtos e serviços

Num futuro próximo, a tecnologia dos chatbots poderá ter funções que conectem ainda mais o homem e a máquina, mesclando a inteligência artificial com a Internet das Coisas. Imagine ter na aplicação de mensagens o contato do seu carro e poder conversar com ele. Saber se ele permanece no local onde foi estacionado ou se houve alguma tentativa de roubo são algumas das possibilidades dessa conexão que parece de ficção científica, mas que está mais perto de acontecer do que nunca.

Esse contato também poderá ser realizado com eletrodomésticos da casa para acionar alguma atividade via conversa pelo app de mensagens, por exemplo. Além disso, essa mistura de inteligência artificial e Internet das Coisas poderá ser muito utilizada na indústria para o envio de instruções para máquinas.

Como visto, as possibilidades são inúmeras e emocionantes. Graças aos chatbots, podemos utilizar apenas uma interface para realizar diversas atividades da nossa rotina diária. A área de TI das empresas precisará se atualizar para acomodar este caminho, mas a mudança tende a ser fácil, já que a criação de uma interface com um chatbot é simples e possui custos reduzidos.

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