Em momentos de crise econômica e mercado enfraquecido – conjuntura que afeta o Brasil hoje, as empresas precisam ser cautelosas e ter em mãos dados concretos que as ajude a tomar as decisões corretas ao traçar estratégias para melhorar a competitividade. Por isso, a previsão é que as soluções de Big Data podem se beneficiar desse período, e crescer: estima-se um incremento do setor de até 40% até o fim de 2015.

O termo, que vem se tornando mais popular e procurado pelas empresas nos últimos dois anos, não é exatamente novo: surgiu em 2005 com o Google e tem como principal objetivo organizar, por meio de plataformas de tecnologia da informação, grande volume de informações gerado nas redes sociais, smartphones, câmeras e sistemas operacionais de empresa, usando-as para a gestão de negócios. “Hoje, muitos dados e informações ficam espalhados em várias bases. Quando falamos em Big Data, o que acontece é que todos esses elementos são centralizados em um só lugar. É um trabalho de filtro, uma mineração de dados que vai servir para a empresa fazer uma boa análise e obter informações estratégicas”, explica diretor técnico da eWave do Brasil, Ruy Nishimura.

Por isso, a perspectiva é de crescimento em plena crise, já que, aposta Ruy, quem tem um negócio vai querer pensar melhor sobre o perfil de seus clientes para fazer eventuais investimentos. “É possível saber, por exemplo, de que maneira atuar junto ao cliente com um menor risco e custo. A crise é uma grande oportunidade para o Big Data”.

Outra vantagem da solução, que leva em conta os chamados “3 V´s” (volume, velocidade e variedade, fatores determinantes para a pesquisa), é que ela é versátil. O Big Data pode ser usado tanto em grandes como em pequenas empresas, e nas mais variadas temáticas. “Informações de vários tipos são compiladas”, salienta o diretor técnico. Por exemplo: o Big Data pode ajudar a melhorar o fluxo do trânsito de grande capitais, como São Paulo, que sofrem com o tráfego diário. “Por meio de uma análise em tempo real é possível desenhar padrões para melhorar o trânsito, como aumentar ou diminuir o tempo de um semáforo, ou colocar sinalizações para fluxos alternativos”, diz.

Outra utilidade é na detecção de risco e fraude (um banco pode criar seu padrão de perfil de cliente, e ficar em alerta quando se foge da regra desenhada), além da análise de dados por lojas ou e-commece. “Conseguimos ver por que o cliente compra um determinado produto, o que chamou a sua atenção, e qual o perfil desse comprador”, fala Ruy.

Desafios
A organização desses dados para fazer uma investigação coerente é a medida primordial no uso da ferramenta. “É preciso cuidado e atenção na hora de inserir os dados. As informações devem estar completas, nunca pela metade. Essas atitudes melhoram a qualidade da análise”, frisa Ruy.

De acordo com diretor técnico da eWave do Brasil, as empresas precisam começar a se atentar para a importância de uma verificação completa do mercado, possível com o uso de Big Data. “Para se tornar mais competitivo, atrair e reter clientes, é necessário conhecê-los”, frisa. Para quem quiser saber mais sobre os conceitos de Big Data, uma boa saída é aproveitar informações gratuitas que muitos fabricantes de soluções tecnológicas oferecem, como a IBM.

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